Vamos falar sobre aborto.

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Que tipo de mulher faz?

As estimativas apontam 1 milhão de procedimentos por ano no Brasil. Segundo a Pesquisa Nacional sobre o Aborto, uma em cada cinco brasileiras com até 40 anos já interrompeu a gravidez. E, para grande parte, a escolha não tem a ver com necessidade financeira ou emocional – elas não engravidaram na adolescência ou de um cara porcaria. “As mulheres que fazem aborto são comuns: de todas as classes sociais, muitas vezes casadas e com religião”, diz a professora da Universidade de Brasília Débora Diniz, coordenadora da pesquisa, realizada em 2010, considerada a mais completa já feita no país. Elas até poderiam bancar ter um filho. Apenas não desejam isso agora.

2. A lei aceita?

O aborto só é permitido no Brasil se a gravidez for fruto de estupro, se colocar a vida da mãe em risco ou se o feto for anencéfalo. Em todos os outros casos, é ilegal. A mulher pode ser denunciada e, se condenada, pegar de um a três anos de prisão. A pessoa que a ajudar (médico, enfermeira, curandeiro…) pega até quatro anos. Por isso, é difícil conseguir uma indicação de um profissional qualificado e ajuda em caso de complicações. É aí que começa o perigo.

3. Qual é o perigo?

Por ano, 250 mil mulheres são internadas após um aborto ilegal, realizado por profissionais despreparados, em lugares sem o mínimo necessário de higiene e cuidado. Tudo isso coloca o aborto inseguro como a quinta maior causa de mortalidade materna no Brasil. “Ser crime não diminui o número dessas ocorrências. Na verdade, só tem gerado um efeito colateral perverso: provocar a esterilidade ou a morte de mulheres em procedimentos inseguros”, afirma Juliana Belloque, defensora pública do estado de São Paulo e membro do Comitê Latino-Americano e do Caribe de Defesa dos Direitos da Mulher (Cladem).

4. Onde é legalizado dá certo?

No Uruguai, onde a prática deixou de ser crime no fim de 2012, os dados reforçam a opinião do médico. No ano seguinte à lei, segundo o governo, não houve mais mortes causadas por aborto. E o número de abortos realizados também caiu significativamente: de 33 mil por ano para 6.700. São sinais de que trazer o aborto para debate amplia também a discussão sobre métodos anticoncepcionais e planejamento familiar.

5. Quem tem que decidir?

“O que não é correto é esses valores pautarem as políticas públicas. O que faz com o seu corpo é uma decisão individual da mulher”, diz Cristião Rosas, coordenador da rede médica Pelo Direito de Decidir. A distinção de como a lei e a ciência veem a vida não vai acabar com a resistência moral ao aborto. A mulher que for contra vai seguir com a gravidez. A diferença é que seria garantido a cada uma o direito de tomar a decisão para si. “É uma questão de direitos humanos: o que há no Brasil hoje é um massacre contra as mulheres”, diz Cristião Rosas. 

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Veja a opinião de quem já passou por isso AQUI

Beijos

Fonte: Mdemulher

Publicado por Juliana Pinheiro

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6 comentários sobre “Vamos falar sobre aborto.

  1. Silvania Fatima disse:

    concordo plenamente com a legalização do aborto! quem não quer abortar então nÃo aborte,mas quem quiser deverá ter plenas condições para tal…se falarmos de vida então prenderemos os homens q abortem seus filhos deixando por conta da mulher abandonando-os…ou p´renderemos os homens q masturbam pois ejaculam e jogam fora milhares de espermas vivos(que é parte fundamental na formação de um óvulo ou seja VIDA)OU prendemos mulheres q menstruAM pois assim eliminariam seus ovulos q futuramente seriam”CRIANCINHAS”…Já q engravidaste aguente então essa criança viriam como punição ou castigo,como assim?ou amarraremos uma mulher durante nove meses e assim obrigaremos ela a gerar aquelo feto..como assim???existe a camisinha e a pilula,mas se qualquer um falhar e até mesmo por descuido…Acho q independente das circunstancias,motivos deveriam ser legalizado …um aborto seguro e bem no início quando apenas há um ovulo fecundado.

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  2. knippelgi disse:

    Eu também não julgo, concordo que é um assunto muito difícil e polêmico. Alguns casos em que a mulher usa métodos contraceptivos ou a camisinha fura e pílula do dia seguinte não funciona, em fim, em casos que o casal não deseja ter um filho e não age “irresponsavelmente”, eu entendo o ato desesperado de se pensar em um aborto. Não sou a favor por todos os motivos, penso em que direito uma pessoa se baseia de interromper a vida de um filho? Mas também não acho que não legalizando os problemas estão resolvidos, porque muitas mães morrem ou abortos mal feitos geram crianças com problemas e mães mutiladas. Beijos

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    • Juliana Pineiro disse:

      Nao legalizar nao diminui o problema realmente. Mais ate entendo o fato de não legalizarem no Brasil, por medo de o aborto se tornar um método contraceptivo, assim como muitas vem usando a pilula do dia seguinte como. De fato nao sei oque pensa ao achar que tem o direito de tirar uma vida, sou totalmente contra, mais e uma realidade constante infelizmente.
      Beijos

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      • knippelgi disse:

        E no Brasil o problema aumenta porque sabemos que a nossa saúde pública é nojenta. Para o aborto ser legalizado aqui, deveria ser levado a sério, pelas gestantes e pelo governo, e de fato, provavelmente abortar se tornaria a nova pílula.

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  3. maritrindade disse:

    Tenho uma opinião muito pessoal sobre o tema, pois quando engravidei não foi planejado, e passei por muitas fases de inseguranças sobre meu filho ser “desejado”… Acho sinceramente que filho é uma benção de Deus, e se ele vem é na hora certa. Sou contra o aborto, mas não julgo. Se tivesse alguém próximo de mim que quisesse abortar eu, com certeza, ia mostrar o outro lado, a maravilha que é ter um filho, não importa o momento em que ele vem…
    Bjuss

    http://mulherpequena.wordpress.com

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    • Juliana Pineiro disse:

      Eu também tenho uma opinião bem pessoal sobre o assunto. Sou contra e ponto. Nao existem argumentos que possam me conversar do contrario. O aborto e um assassinato! Uma vida e sempre uma dadiva de deus, nao importa se foi planejado ou nao. Logico que ha os casos de estrupo etc que sao outros 500. Fora isso, totalmente contra.
      Que bom que vc escolheu dar a luz a seu bebe mari, meus parabens, mesmo nao sendo planejado tenho certeza que ele e a melhor coisa da sua vida e que hj vc sabe que a vinda dele ao mundo nao foi em vao.

      Beijos

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